Faleceu Flávio Serzedello de Oliveira
É com pesar que o Orfeão Universitário do Porto informa o falecimento do Antigo Orfeonista e Sócio de Mérito Flávio Serzedello de Oliveira, figura marcante, que tanto contribuiu para esta instituição e para a academia do Porto.
O Orfeão Universitário do Porto endereça as mais sinceras condolências à família e amigos.
O Orfeão Universitário do Porto endereça as mais sinceras condolências à família e amigos.
Recordamos Flávio Serzedello, eterno orfeonista, com um poema da sua autoria, que ainda hoje, meio século depois da sua publicação original, reflecte o espírito do Orfeão:
Porque Cantamos
Cantar a vida inteira e sempre, quem nos dera!
Cantar é traduzir em sons uma alegria,
Viver um sonho e voar nas asas da Quimera!
Cantar é ter no peito o sol da Primavera,
Espargindo na alma os raios da Harmonia!
Cantamos por prazer, com toda a alma e gosto!
Cantando, cada um de nós se transfigura!
Inútil é buscar, portanto, em nosso rosto,
A sombra carregada e torva dum desgosto,
Algum traço de dor, um laivo de amargura!
Cantando é-se feliz e a vida é bem melhor!
Cantando, a nossa alma esvoaça junto aos Céus
Despida de paixões, brilhando com fulgor,
Evadida da Terra em busca doutro Amor
Que a entenda e acolha o imenso amor de Deus!
Cantamos mesmo até quando a nossa alma chora!...
Pode exprimir-se amor cantando umas canções.
O canto é como a luz radiosa duma aurora
Que vai esvoaçando além, p´los ares em fora,
Derramando ventura e paz nos corações.
Amava-se cantando em bem remotas eras.
Cantando era que Orpheu adormecia as feras
E arrebatou a Esposa às mãos de Satanás.
Espalhando harmonia em todos os matizes
Cantamos para vós, sentindo-nos felizes
De poder partilhar convosco a nossa Paz!
Flávio Serzedello de Oliveira (Orfeonista)


